A imunoterapia no tratamento do câncer é um dos maiores avanços da oncologia nos últimos anos. Esse tipo de tratamento estimula o próprio sistema imunológico a combater as células tumorais e tem mudado a história de doenças antes consideradas de difícil controle.
No entanto, junto com os benefícios, surgem novos desafios clínicos: muitas dessas terapias podem afetar o equilíbrio hormonal do organismo, causando disfunções que exigem acompanhamento especializado.
Neste artigo, você vai entender como a imunoterapia pode impactar os hormônios, quais são os efeitos mais comuns e por que o papel da endocrinologia oncológica é fundamental nesse cenário.
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Como a imunoterapia pode afetar os hormônios?
As imunoterapias mais utilizadas atualmente, como os inibidores de checkpoint imunológico e as terapias celulares (como CAR T-cells), têm mecanismos que ativam intensamente o sistema imune.
Esse processo pode levar a uma inflamação em diferentes órgãos do corpo, incluindo as glândulas endócrinas. Como resultado, o paciente pode desenvolver:
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Hipotireoidismo ou hipertireoidismo (inflamação da tireoide);
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Insuficiência adrenal (baixa produção de cortisol pelas suprarrenais);
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Hipofisite (inflamação da hipófise, glândula que controla outros hormônios);
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Alterações no metabolismo de cálcio e vitamina D, com impacto na saúde óssea;
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Alterações no sistema reprodutivo e fertilidade.
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Efeitos colaterais hormonais mais comuns na imunoterapia
Estudos apresentados nos últimos congressos internacionais, como a ASCO 2025, mostraram que até 20% dos pacientes em imunoterapia desenvolvem algum tipo de disfunção endócrina.
Entre os efeitos mais frequentes estão:
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Disfunções da tireoide, que podem causar sintomas como fadiga, variação de peso, queda de cabelo e alterações de humor;
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Baixos níveis de cortisol, que geram cansaço extremo, pressão baixa e risco de crises adrenalinas graves se não tratados;
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Infertilidade temporária ou permanente, dependendo do tipo e da intensidade da terapia.
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Oportunidades no cuidado integrado
Embora essas alterações possam preocupar, a boa notícia é que a maioria delas pode ser diagnosticada precocemente e tratada de forma eficaz com acompanhamento endocrinológico.
A integração entre oncologia e endocrinologia permite:
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Monitorar os hormônios desde o início do tratamento;
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Identificar precocemente alterações subclínicas (antes dos sintomas);
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Iniciar reposição hormonal quando necessário;
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Oferecer qualidade de vida e segurança ao paciente em todas as fases do tratamento oncológico.
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O papel da endocrinologia oncológica
A endocrinologia oncológica tem se tornado cada vez mais essencial no manejo dos pacientes que recebem imunoterapia. O especialista atua em conjunto com o oncologista para garantir que, além de combater o câncer, o paciente mantenha seu equilíbrio metabólico e hormonal.
Esse acompanhamento ajuda a:
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Reduzir complicações ligadas ao tratamento;
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Melhorar a adesão do paciente à imunoterapia;
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Aumentar a qualidade de vida durante e após o tratamento do câncer.
A imunoterapia contra o câncer representa uma revolução na medicina moderna, oferecendo novas chances de tratamento e maior sobrevida para muitos pacientes. Porém, seus efeitos colaterais hormonais exigem atenção especial.
Com o apoio da endocrinologia oncológica é possível monitorar, diagnosticar e tratar essas alterações de forma segura, garantindo que o paciente receba um cuidado completo, eficaz e humanizado.
